Política

China realizou 92 lançamentos espaciais em 2025



De acordo com dados da Administração Espacial Nacional da China, citados nesta terça-feira pela emissora estatal chinesa CCTV, mais de 300 satélites foram colocados nas órbitas planejadas ao longo do ano.

Entre os avanços técnicos de 2025, a missão Shenzhou-20 permaneceu em órbita por 204 dias, o maior período já registrado na história do programa espacial tripulado chinês.

A China também realizou, pela primeira vez, um lançamento de emergência em apenas 16 dias, com a missão não tripulada Shenzhou-22. A operação foi necessária após a detecção de fissuras na nave inicialmente prevista para o retorno, colocando à prova a capacidade de resposta rápida do sistema de voos tripulados.

A missão Shenzhou-21 estabeleceu um novo marco operacional ao concluir uma acoplagem rápida em aproximadamente três horas e meia, reduzindo de forma significativa o tempo normalmente exigido para esse tipo de manobra.

Na área de exploração científica, a sonda Tianwen-2 marcou a estreia da China em missões destinadas à exploração de asteroides, com o objetivo de coletar e trazer amostras de volta à Terra, ampliando o alcance dos projetos espaciais do país.

O ano passado também foi marcado por avanços e testes com veículos de lançamento reutilizáveis. Foram realizados voos experimentais de novos foguetes, tanto do programa estatal quanto de empresas privadas, que conseguiram colocar cargas úteis em órbita, embora ainda não tenham obtido sucesso na recuperação dos propulsores.

Esses testes refletem o crescimento do setor espacial comercial chinês e os desafios tecnológicos enfrentados para reduzir custos e aumentar a frequência de lançamentos por meio da reutilização parcial de foguetes.

Para Zhu Haiyang, executivo do grupo estatal Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, o “aumento tanto no número de lançamentos quanto de satélites colocados em órbita” representa um “salto qualitativo” nas capacidades operacionais do setor.

Para os próximos anos, a China pretende dar continuidade aos testes do programa de pouso lunar tripulado, previsto inicialmente para 2030, além de lançar novas sondas lunares e apresentar novos modelos de foguetes.

O país vem fortalecendo seu programa espacial com missões de grande impacto, como o pouso da sonda Chang’e-4 no lado oculto da Lua e o envio da Tianwen-1 a Marte. Também há planos para construir, em parceria com outros países, uma base científica no polo sul lunar.

A estação espacial chinesa Tiangong, cujo nome significa “Palácio Celestial”, foi projetada para operar por pelo menos dez anos e pode se tornar a única estação espacial habitada do mundo após a desativação da Estação Espacial Internacional, prevista para o fim da década.

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