
ADRIELLY SOUZA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Sylvester Stallone começou o ano celebrando uma conquista pessoal longe dos sets: a conclusão de sua autobiografia, escrita inteiramente à mão.
Em uma mensagem publicada nas redes, o ator contou que finalizou “The Steps”, livro de memórias em que revisita sua trajetória e, sobretudo, o caminho improvável que levou ao sucesso de Rocky, filme que transformou sua vida e carreira.
Segundo Stallone, a escolha por escrever manualmente não é apenas estética ou nostálgica. Para ele, o gesto cria uma conexão mais profunda com as lembranças. “Há algo que acontece quando você escreve à mão, em vez de digitar. A memória é ativada de outra forma, e a relação com a página se torna muito pessoal”, afirmou. O ator brincou ainda que nunca se adaptou à digitação -e que, a essa altura, “já é um pouco tarde” para aprender.
No relato, o astro também comentou sobre o esforço físico e mental envolvido no processo criativo. Disse encarar a escrita como algo intenso, quase exaustivo, comparando o excesso de trabalho intelectual a exageros nos treinos físicos. Ainda assim, reforçou a satisfação por ter concluído o projeto e a expectativa de, em breve, compartilhá-lo com o público.
A autobiografia deve ser lançada na primavera do hemisfério norte, pela editora HarperCollins. Enquanto isso, Stallone já tem data para retomar a rotina profissional: em poucos dias, ele volta às gravações da série “Tulsa King”, um de seus trabalhos recentes de maior destaque na televisão.
Ao olhar para trás, o ator fez questão de dividir os méritos do sucesso. Disse não acreditar que alguém chegue longe sozinho e atribuiu sua trajetória a uma combinação de apoio dos fãs, da família e de fé. “Foi uma jornada milagrosa. Não levo todo o crédito para mim. A intervenção divina é claramente evidente”, declarou.
Stallone também reservou espaço para falar da vida pessoal. Agradeceu à esposa e à família, ressaltando a importância de valorizar o tempo e as relações. Ao encerrar a mensagem, deixou um conselho que resume o tom reflexivo do momento: “Não tente mudar a cabeça das pessoas. Mude a sua. E continue lutando.”












